quinta-feira, 30 de julho de 2015

Escrevi algumas vezes sobre a minha proteção e minha espiritualidade, mas não de forma direta e reta. Resolvi fazer afinal, é o que mais me chama atenção ultimamente, o que gosto de estudar, de ler, de saber e todas as minhas quartas-feiras têm sido reveladoras. Nunca pensei que alguma religião fosse fazer isso por mim, ainda sou adepta aquela frase de Marx: "a religião é o ópio do povo."
Essa frase tinha um modo pejorativo, acho que ainda tem, mas hoje a enxergo de modo diferente.
Quando se fala em ópio, conclui-se pelo alto poder de viciar que ele tem, como é instantâneo. Concordo, a religião de fato, quanto mais você entra mais encanta, mas te conforta. É um modo de dar colo as pessoas e muitas delas se fidelizam por isso, porque quando um mundo se arruína dentro de um peito, o que se precisa é uma passada de mão nos cabelos e um "tudo vai ficar bem". A religião faz isso por nós, mas não só isso.
O problema é exatamente esse: o não só isso.
Quando a vida é dotada de sofrimentos, duras penas e poucos afagos, as pessoas acostumam-se com a dureza do andar e um coração que empedra. A religião entra exatamente aí, por confortar pode manipular, e esquecemos que não só vale seu deus mas também quem te aproxima dele. E de boas intenções o inferno está cheio. E quando se envolve a mente humana ela pode manipular pessoas por bem quanto pro mal.
Ao meu ver, quando uma religião fere o livre arbitro, ameaça, propaga ódio, é válido que se pense duas vezes. As religiões precisam evoluir com a humanidade. Não adianta nada ter milhões de fieis e viver há 100 a.C. O seu messias não lidou com tecnologia, não lidou com todas as culturas e seus seguidores. É se limitar viver neste mesmo período com a visão de um livro que ninguém de fato sabe quem o escreveu.
O ponto que quero chegar é que hoje eu sigo uma religião, que prega o amor, prega a caridade, a benevolência e o crescimento espiritual mas ninguém me pressiona porque bebo, porque transo, porque me relaciono com pessoas do mesmo sexo que eu, ou mais de uma pessoa ao mesmo tempo. Ninguém me crucifica porque gosto disso, o papel da religião não é julgar, pra isso existe a justiça dos homens e a divina. E quando você amedronta pessoas com mais sofrimento caso não tenha determinada postura, você a prende, aprisiona aquele espirito que devia ser livre, impede a evolução dele. Não vê o quanto é ruim? Já não tem fardos o bastante para ainda empurrar pros outros suas frustrações?
Se hoje eu firmo cabeça, acendo vela, vibro com um canto, sinto energias que me libertam de mim e me limpam por dentro, é porque ninguém jamais me julgou, somente me instruiu e deixam ao meu critério seguir ou não.
Não digo que as pessoas precisam seguir o mesmo que eu, mas precisam seguir aquilo que te deixa leve, que te faz aprender e crescer. Te serve de apoio e nunca está acima de você, está ao seu lado para o seu amparo. E algo importante, não julga ou prejudica os outros.

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