domingo, 21 de junho de 2009

Punks e Vegetarianismo

Vegetarianismo e direitos dos animais são dois tópicos que foram inicialmente popularizados pela comunidade punk européia. As bandas inglesas, em particular aquelas com mensagens anarquistas, geralmente incluíam em seus discos informações e imagens sobre os horrores do uso e abuso de animais.Os punks com consciência política vêem o tratamento que os animais recebem como mais uma das muitas formas existentes de opressão. O punk diz respeito à liberdade das pessoas e dos animais também, é contra a discriminação sob as formas do sexismo, do racismo e também do especismo. O homem não tem direito de abusar de outros seres vivos que têm tanto direito à liberdade quanto nós causado-lhes dor e miséria. O conceito de direito dos animais é um aspecto freqüentemente mencionado e discutido do punk moderno.
A maioria dos punks parece seguir a teoria afirmando que o sofrimento das criaturas é o argumento fundamental contra o uso e o motivo para reconhecimento de direitos legítimos.Os punks não consideram os possíveis desastres ecológicos causado pelo vegetarianismo em massa enquanto uma grande maioria de pessoas especialmente norte-americanas, ainda consome produtos animais.
Os seres humanos já progrediram bastante cientificamente para viver sem o tratamento excessivamente cruel dos animais. Progredir tanto assim moralmente não é um passo tão fácil, pois envolve uma troca de prioridades e o surgimento de inconveniências. Essas dificuldades não são, porém, tão grande quanto as que os animais enfrentam atualmente e que serão inegavelmente enfrentadas pelos seres humanos num futuro esgotado de recursos. O homem não está mais em um estado natural em que as pessoas precisam matar e usar os animais para sobreviver. A persistência da atividade carnívora reforça não apenas a noção presunçosa da superioridade humana, mas também o uso legitimado da violência e da opressão. Alguns punks não lidam com o critério de superioridade, mas imputam direitos. Mesmo que pudesse ser provado que os seres humanos são superiores, não se tem o direito de usar aqueles que são julgados inferiores para comer ou fazer experiência não importa que seja de grande beneficio para todos ou não. Porque na grande escala das coisas não se tem mais direito à vida e liberdade do que qualquer outro ser. Essa idéia é extraída da teoria biocêntrica/ecológica profunda discutida anteriormente.
A imprevidente e rápida destruição tanto dos recursos da Terra quanto da água envolvida na criação de animais não pode ser ignorada.Outras pessoas se converteram simplesmente por motivos de saúde, isso é comum entre os punks straight edge. Dicas sobre como se converter para uma dieta vegetariana foram apresentadas em inúmeros fanzines.
Há muitas boas razões para cada vez mais pessoas queiram obter uma alimentação diária sem a utilização de gorduras e carnes, e com uma alimentação com carnes corre-se mais riscos: ataques de coração, derrames, defeitos de nascimento, leucemia e vários tipos de câncer.

O fundamento lógico da dieta vegetariana obedece a sólidos princípios científicos, e os próprios médicos aconselham este tipo de regime. O corpo humano não necessita de uma nutrição à base de carne animal, uma vez que, como uma pequena pesquisa bioquímica mostra, os humanos podem obter os nutrientes essenciais baseando-se numa dieta de plantas.

Outro dos problemas inerente ao consumo de carne é o fato de geralmente as criações serem tratadas com rações "enriquecidas" com hormonais e estrogênios que vão chegar ao consumidor através da ingestão deste alimento. Tais aditivos podem causar doenças no sistema imunológico e reprodutor de quem consome alimentos contaminados. Isso sem falar que, muitas vezes, os animais são abatidos em matadouros clandestinos sem as menores condições de higiene e de humanidade, fazendo com que o consumidor ingira, juntamente com a carne, a adrenalina que o animal libertou ao ser morto cruelmente.
E ainda que a produção de grãos utilizada atualmente para alimentar anima que se destinam ao consumo, poderia alimentar sete vezes mais pessoas se fosse destinada à produção de alimentos vegetarianos, isto é, tal produção poderia acabar com a fome no planeta. E Um boi precisa de três a quatro hectares de terra para produzir cerca de duzentos quilos de carne num período de quatro a cinco anos. No entanto, neste mesmo espaço pode colher-se dezenove toneladas de arroz, ou trinta e duas toneladas de soja, ou trinta e quatro de milho, ou vinte e três de trigo ou ainda oito de feijão, sendo que o terreno suporta duas a três colheitas por ano, sem falar que estes alimentos são muito mais puros, saudáveis e equilibrados. O vegetarianismo, além de mais saudável e mais ético, é também economicamente mais rentável e ecologicamente mais correto.
Embora tenham sido os punks europeus que promoveram o vegetarianismo, muitos norte-americanos estão agora indo um passo além ao promover o veganismo. Os vegans geralmente não consomem produtos animais de nenhum tipo, laticínios ou ovos.Alguns vêem o veganismo como um meio de abster-se 100% de uma forma de crueldade que se vê em todos os lugares. Embora o vegetarianismo seja um passo na direção certa, muitos punks vegans acham que isso não é o suficiente.Os vegans argumentam que os humanos podem levar uma vida saudável com uma dieta baseada em produtos de soja, grãos e outras plantas. Eles têm razão A razão principal pela qual os vegetarianos não se convertem ao veganismo é a inconveniência ou então porque isso não satisfaz suas papilas gustativas. Embora seja uma escolha importante, a dieta não pe a coisa mais importante sobre a qual se deva centralizar seu estilo de vida.O mais importante é o modo como é o tratamento uns com os outros como seres humanos numa busca por uma existência melhor.
A idéia de que o modo como é o tratado os animais influencia o modo como é tratamento dos seres humanos em suas relações, alimentar-se de carne e encorajar essa agressividade pode ser um elo entre a opressão humana e animal.
O conceito de direitos dos animais vai além do vegetarianismo / veganismo para abarcar uma firma postura antivivissecção Esse ponto está evidente na grande quantidade de discos e fitas beneficentes que foram lançados a fim de angariar fundos para Frente de Libertação Animal (ALF).Embora se tenha mostrado repetidas vezes que a vivisseção é um desperdício de tempo, de dinheiro, e d
e vidas, provar que ela beneficia de algum modo à humanidade não seria o suficiente para torná-la aceitável.
Os punks se identificam com a ALF em parte devido a suas técnicas de ação direta e em parte, porque os grupos de direitos animais convencionais freqüentemente deixam de lado os punks que não aderem a suas táticas conformistas de protesto, mas principalmente a ALF tem êxito em sua missão. A ALF é um grupo de direitos dos animais que usa ação direta para libertar animais de laboratórios e propriedades agrícolas. Formando na Inglaterra, o grupo executou atos no Canadá, nos EUA e em nações européias. Acredita-se na ação direta para resgatar animais de laboratórios de vivisseção, fabricas agrícolas e outros estabelecimentos cruéis, e também na tática de causar danos em propriedades pertencentes a pessoas e a estabelecimentos que abusam de animais, na tentativa de arruinar financeiramente aqueles que perseguem criaturas indefesas. Outros estabelecimentos cruéis incluem: negociantes de peles e açougues. Nesses locais em geral são deixadas mensagens (uma nota ou pichação no muro) explicando os motivos daquele ato.Isso é feito para mostrar à sociedade e para evitar uma reação negativa do resto da comunidade.
O apoio contra tentativas de lobby tem uma forte tradição no movimento punk.Embora os punks possam não ter ligações ou os recursos necessários para trabalhar com os legisladores, eles em geral tentem mudar as coisas por esforço próprio o mais diretamente possível.
O vegetarianismo e os direitos dos animais se tornaram elementos fundamentais da filosofia política do punk conscientizado.

Mariana

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