sábado, 13 de junho de 2009

Feminismo no Punk

A rejeição do sexismo pelo movimento punk é uma batalha contínua para educar aqueles que nele entram com suas imagens estereotipadas ainda intactas.
As mulheres têm tido um papel ativo na cena desde o seu inicio. Em Los Angeles, por volta de 1977, baixista femininas eram quase que uma exigência e parecia que eram as mulheres que freqüentemente dominavam e controlavam a cena punk. Essa igualdade dos sexos era apenas mais uma quebra dos estereótipos do rock tradicional que a cena inicial estava penetrando.
O feminismo não foi designado como um palavrão para os punks homens.As vozes dos homens em geral se juntaram ou até mesmo suplantaram as das mulheres em condenar o sexismo e chegar à construção de uma atmosfera de cooperação necessária para estabelecer objetivos e formar idéias. Os punks em geral concordam com a teoria feminista elementar de que “o sistema que impõe o domínio masculino prejudica tanto mulheres como homens. É parte do sistema que perpetua o racismo, o classismo, o heterossexismo e todas as formas de opressão. O papel do patriarcado na sociedade tem sido o de separar homens e mulheres em estereótipos de fortes e fracos. As mulheres são consideradas” o outro “dos sexos e os homens, o ponto de referência com essa atitude é fácil de aceitar o poder e a autoridade sobre aqueles que são outros”.
O poder e o vigor que os homens têm em gera parecem derivar de sua aparente habilidade em agir de forma não-emotiva, má ou séria. É bastante óbvio que os homens são capazes de ter pensamentos sensíveis assim como as mulheres podem realizar atos insensíveis, mas o processo continuo de condicionamento serve para reforçar estereótipos resistentes a mudanças positivas. Por mais que os homens não queiram abrir mão desse poder, muitas mulheres procuram alcançá-lo adotando as características masculinas estereotipadas.
Tanto os homens como as mulheres do movimento percebem os problemas que as mulheres enfrentam no mundo, por isso tentam evitar esses problemas da cultura comum se repitam dentro da cena.

As mulheres assumiram a responsabilidade de mostrar sua igualdade aos homens e educá-los em relação a isso. Feministas que simplesmente esperam que os homens mudem suas atitudes por vontade própria vão ter que esperar por muito tempo. As feministas freqüentemente lamentam que os homens pareçam indispostos ou incapazes de mudar seus padrões tradicionais de comportamento por conta própria. Embora pareça uma heresia, vale a pena perguntar por que deveriam. Porque está certo, mas a maioria das pessoas não muda por motivos puramente morais, mas porque vê as mudanças como de seus interesses. E enquanto os homens conseguirem o que querem das mulheres então eles continuarão a se comportar desse jeito.
A resposta para as mulheres punks é mostrar que os homens não farão as coisas a sue modo.As mulheres vão mudar a si mesmas, porque elas podem agir natural e confortavelmente em vez de fazer mudanças muito maiores quando lutam para se adaptar aos estereotipo, para todos em fase de crescimento é visto e experimentado a pressão de agir e parecer de uma certa maneira. Poderia ser mais fácil agir naturalmente, mas, devido ao poder de condicionamento da sociedade, não é.

Mulheres punks não gostam de mulheres ignorantes que tão prontamente esforçam-se para se encaixar nos estereotipo criados pela sociedade.Mulheres que não apenas agem e se vestem de uma certa maneira para os homens, mas que o fazem para elevar sua própria auto-estima ao serem aceitas, são freqüentemente consideradas culpadas junto com os homens. Deixar-se oprimir inclui atos que não são ostensivamente negativos para as mulheres.Mesmo que alguns consideram ser tratamentos benéficos para a feminilidade são também usados para reforçar o estereótipo de oprimidas.

Um movimento feminista bastantes marcante entre os punks são as Riot Girrrl, que é um movimento que apresenta fanzines, festivais e bandas de hardcore punk rock de feminismo. A intenção do movimento é informar a mulher de seus direitos e incentivá-las a reivindicá-los. Uma das principais formas além de protestos foi o uso da música. O gênero musical riot grrrls apareceu na década de 90 como resposta as atitudes machistas punks. As riot grrrls não fazem questão de se mostrarem bonitas, meigas, ou bem comportadas. Como eram e são vetadas pelo fato de serem do sexo feminino raspam as cabeças, usam roupas masculinas e às vezes até como protesto se envolvem com outras mulheres mostrando aos homens que eram tão capazes e às vezes até mais do que eles. Bandas riot grrrls possuem tanto sucesso pela prática do feminismo em suas letras para manter o lema: se os homens podem, eu também posso! Ou ainda: Só para meninas! Infelizmente, a imagem de uma riot grrrl é mostrada pela mídia inadequadamente como homossexual, que odeia homens, ignorante, violenta, amarga, uma imagem que também é dada para as feministas em geral. Homossexualidade não é uma regra Riot Grrrl. Geralmente há garotas homossexuais no movimento devido o desejo de ter direito de gostar de quem quiser, independente do pensamento alheio. Nos últimos anos, o movimento Riot Girrrl tem crescido consideravelmente.
“Não é ridículo insistir que os homens nos oprimem, depois insistir que os homens têm que mudar suas idéias e LIBERTAR-NOS? As mulheres precisam parar de agir como vagabundas. Eu sei que é difícil, não foi fácil pra mim.” Cecila.In Maximunmrocknroll #61.Op.cit.



Mariana

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