Normalmente, grande parte dos problemas cotidianos das pessoas envolvem outras pessoas. Relacionamento seja de qual tipo for se tornam motivos de amor e ódio.
Grande parte dessas sensações são ligadas a ideia que fazemos de cada um que está por perto, ou ainda, aqueles que não estão, não se envolvem em sua vida mais ainda sim, aaaainda sim, você o considera um problema ou a solução.
Estranho como cada um lida com outros além de si mesmo, a importância ou o desprezo que lhe concede e a posição que está depende tão somente do seu registro na memória. Ou ainda, esse sentimento de vínculo raramente se encontra no mesmo estado que começou, principalmente pela mudança das pessoas e de você mesmo quando atinge certos pontos da sua maturidade.
A verdade que se faz pouco das pessoas, acha que não dependemos ou até não precisamos, mas esquece de considerar de um passado. Opinião própria: quando nem mesmo o passado sobrepõe uma relação presente e não de uma forma que te agregue e nem vai agregar a outra pessoa, não há porque continuar e abrir feridas que demorarão a se suturar.
A sentença de cada cabeça é um sentido faz com que se enxergue os pensamentos alheios quando contrários ao seus próprios com dificuldade de entendimento. Boa parte do tempo não se considera pelo que a outra ponta do laço passa ou sente. O ser humano é essencialmente egocêntrico, não que isso seja ruim, se for avaliado a semântica da palavra egocentrismo, a definição dada é "Estado da pessoa especialmente interessada em si mesma e em tudo quanto lhe diga respeito". Então avaliar o outro lado da situação nem sempre é fácil, nem sempre é possível quando seu peito se enche de amor ou ódio, se volta totalmente para o que você acha sem sequer encontrar outro ponto de vista.
A pergunta a ser feita antes de encontrar sentimentos tão intensos é: O que o outro pensa, o que acha, é válido?
Talvez, aí sim as relações se descomplicariam. Agora dizendo em primeira pessoa, às vezes voltamos tanto para nossos problemas que esquecemos que o nosso problema não seja tão pesado para o outro, ou ainda, tão leve como achamos que é.
Volto ao ponto dito há uns textos atras, não sabemos qual é a cruz carregada por cada um para julgar o que é certo ou errado. Nossa forma de se relacionar com as pessoas é única, nossas diretrizes e conceitos são únicos, não podemos esperar que ninguém mais haja como nós. Cada um se forma da sua história, dos seus valores e das suas intenções e isso afeta diretamente o modo como nos relacionamos e o quanto de sentimento bons ou ruins colocamos em expectativas de cada pessoa que nos rodeia.
Poderia divagar sobre como podemos melhorar ou então, ainda reconhecer o que fazemos, mas isso diz a respeito de cada um.
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