"Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta." Caio Fernando de Abreu
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Hoje acordei pra agradecer. Acordei devagar, sem pressa, sem tropeçar em mim mesma, fiz conforme o tempo permitiu que eu fizesse, olhei o sol, o meu olho ardeu e abriu mais, devagar como se soubesse que fosse necessário guardar cada momento de forma fotográfica. Desci a ladeira e o sol voltou a brilhar diretamente pra mim, como se tivesse nascido pra isso. Não é preciso ter hora pra agradecer/rezar ou sei lá o que você acredita que isso seja. Agradeci pelo sol de hoje, por conseguir senti-lo queimando a minha pele devagar, por caminhar naquele horário, pela música que eu ouvia, pela rua que eu pisava. Agradeci sorrindo pelas pessoas que me cercam, pelas que não me cercam e pelas que cercavam e que o tempo fez o favor de coloca-las no lugar certo, seja perto ou longe de mim. Agradeci pela proteção, pelos meus erros, pelos meus acertos, pelo que eu sou, pelo que tive e pelo que terei. Agradeci pra quem? Pra alguém, pra mim mesma, pras pessoas que estão comigo. Pensei devagar sobre tudo que me acontece e como a vida é uma piada ás vezes com graça e às vezes mal contada, como quem está comigo hoje não mantém nenhum compromisso real e sim, de coração, de querer mesmo, de confiar. Agradeci novamente. Pensei nas coisas que me foram tiradas, agradeci, foram elas que me fizeram mais forte mais sensata, me ensinaram que não adianta passado nem futuro, adianta o que eu quero agora, o que eu sinto na hora. Só agradeci e só agradeço. Obrigada.
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