"Depois, claro, você peneira essa gosma, amolda-a, transforma. Pode sair até uma flor. Pode sair até uma flor. Mas o momento decisivo é o dedo na garganta." Caio Fernando de Abreu
terça-feira, 5 de março de 2013
Apocalipse pessoal
Não é segredo pra ninguém que vivo em meio crises de angústias e a passos largos de felicidade. Odeio falar de mim em primeira pessoa, nunca me vejo em primeira pessoa do singular, sempre sou terceira pessoa e normalmente no plural. Se eu conseguisse explicar quantas de mim estão dentro de mim, talvez justificasse metade dos turbilhões de pensamentos e sentimentos diários.
Mas o que vem ao caso é penso mil coisas, planejo mil coisas, tenho em mente mil coisas às 8 da manhã que às 20 da noite não fazem mais sentido algum, já perderam seu valor na minha mente e deram lugar a outros pensamentos e planos.
Já fui mais estável mas ter que ser uma pra cada pessoa e pra cada postura que preciso tomar me consome neurônios e paciência (lembrando que quase não tenho). E o fato de ser tempos de decisões, que exigem mais de mim do que eu própria gostaria de permitir me faz viver como se fosse uma eterna criança insatisfeita. Sei que sofro por antecipação, que talvez tenha um futuro brilhante (como a maioria das pessoas teimam enxergar em mim e eu não consigo ver isso nem a um palmo do meu nariz), talvez seja cercada de pessoas boas, que tenha uma postura e uma personalidade única. Mas não consigo ver isso, não hoje, não agora e nem por esses tempos. Ter que lidar com a minha vida que mais parece um eterno mar de insatisfação é a mais até pra mim. Me sinto a pior pessoa do mundo por sentir metade das coisas que eu sinto quando eu vejo que tem gente que daria uma vida pra ter as oportunidades que eu tive e tenho. Não que eu seja nenhuma filhadaputaegoístacomaporradeumreinabarriga mas é como me sinto, sendo tão reclamona e as vezes ingrata.
Resumo da ópera: Meu trabalho não me faz feliz, minha faculdade não me faz feliz, pouquíssimas pessoas me fazem feliz, minha vida não tá me fazendo feliz e o pior de tudo que eu nem sei por onde eu começo a resolver isso. A não ser que a vontade de chorar durante umas boas horas seja resolução para os meus problemas, tá complicado, que alias nem chorar me resolve porque eu não sei o que é isso mais.
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