A gente perde tanto que as vezes acostuma com algo que nunca foi seu. Constumo me perder e me encontrar. Diria que me encontrei e pra isso precisei te perder. Sinto a saudades do que você era, bem talvez você nunca tenha sido o que eu achava que você fosse, essa sua dor incontrolável pelo que nunca se encontra, pela saudades de viver com um sorriso sincero.
Mas eu lembro que tirei muitos sorrisos sinceros e dessa sua covinha que ninguém mais descobriu.
Gostaria poder tirar todas essas coisas pesadas que esmagam seu coração, hoje essa vontade é pequena, um dia foi grande muito grande que até te prometi te tirar daí, tirar você de você mesmo.
O que a gente não entende é que não dá pra salvar quem não quer ser salvo. Talvez seja isso que mais me doa, não conseguir cumprir o que te prometi, não te abandonar por desistir de você ou por não aguentar a sua dor tão exposta, tão cheia que tornava-se a minha dor, e me fazia sentir com você uma ferida aberta mal cicatrizada como se fosse minha. Prometi pra você e pra mim que fecharia ela e um dia ela viraria uma dessas marcas que foram doloridas mas hoje são cicatrizes que passam-se os dedos na forma de carinho. Não consegui.
Não dá pra fechar a sua escara porque você não deixa que toquem nela, e bom qualquer médico de pronto socorro de quinta explicaria que não dá pra cicatrizar algo sem passar um bom cicatrizante.
Eu me apaixonei por essa sua forma de se sentir pois é essa forma eu mudaria. Não consegui.
é tão dificil pra mim não conseguir realizar o que idealizo, e talvez eu deveria me conformar com isso que eu só posso realizar o que depende de mim somente.
Tua dor não dói mais em mim, é estranho poder dizer isso, mas tenho preguiça de cura-la mesmo sabendo talvez poderia continuar tentando. Ninguém menos que tenha uma boa estrutura emocional e não se envolva tão passionalmente conseguiria limpar o que está sujo e passar uma boa sutura pra nunca mais abrir feridas tão dolorosas. Um dia eu fui esse alguém, hoje não sou mais.
Odeio perder meu posto pra alguém que nunca vai te entender como eu te entendo.
Lembra quando falavamos que eramos iguais? Nunca fomos, por mais pesados e intensos que são os meus sentimentos eles nunca ganharão dos seus, os meus são efemeros, mas os seus... ah os seus são muito mais. Seriamos iguais numa intensidade menor.
Posso confessar uma coisa?
Me dói um pouquinho saber que por mais que você procure a resposta, eu a vejo e você não, ela está tão ai no seu peito. So eu vejo?
É só eu vi um monte de coisa.
Não me procure, ou me procure, mas meus guias dizem para eu não te procurar, tua dor não nasceu comigo.
Com muito amor,
Mariana
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