Não sei, nunca consegui me encaixar com pessoas que tenham um grau de futilidade grande, ok, um batom novo, uma bolsa nova, uma calça dessas da moda, ok, passam. Mas se tudo isso vier acompanhado valoração demais, não dá, pra mim não dá.
Não tenho nenhum tipo de utopia em que as pessoas seriam mais solidárias, dividiriam suas coisas, não se apegasse tanto ao material. Nnguém é assim, ninguém é totalmente solto de suas coisas, eu não sou, mas o meu apego é mais sentimental ligado ao material, mas pelo sentimento que ele tem, pelo valor sentimental que coloquei nele.
Eu fico puta, puta, puta quando eu ouço coisas do tipo : Foda-se o outro, o meu tá bom, então eu quero que você queime.
Após que ampliei meus horizontes, e começei a ouvir rap, hip hop, firula sei lá como você queira chamar, consegui entender... não preciso morar na favela, não ter dinheiro, ou não estar naquilo pra saber que a simplicidade, a hulmidade é preciso. Você pode ser o melhor cara do mundo, se você não ver beleza na coisas simples, sem precisar ostentar aquilo que se tem, você é pobre de alma.(Discussão a parte, sobre deus, alma, espirito e tudo isso que era polemica, o intuito não é esse no momento) Venho trabalhando isso faz um tempo, não atravesso a rua quando vejo alguém diferente, olho nos olhos e sigo meu caminho, não tenho medo daquilo que não é igual a mim, que não veio do mesmo lugar que eu vim, eu to procurando não marginilizar ninguém. Não é pagar de boa moça que quer fazer uma pala. Não é isso, tanto é que de quisesse demonstrar isso tinha gritado, não teria escrito no meu blog-quase-secreto.
Não vim de familia pobre, nunca passei dificuldade, sempre estudei em melhores escolas (publicas, mais melhores), faço Direito que querendo ou não é um curso caro, nunca faltou grana pro meu rolê, nem nada disso, ai vem nego me perguntar como eu posso falar disso se nunca passei por isso... Não sei, talvez a forma que eu fui criada, de forma simples, a minha formação, a minha raiz é rica em coisas boas, em honestidade, em amor, hulmidade.aprendi que se quisesse crescer como pessoa, teria que achar os meus caminhos com ajuda, mas são meus feitos com as minhas conquistas. A diferença tá ai, tem nego que não tem um puto no bolso, mas anda como se tivesse, não vaia tras das suas coisas e espera cair do céu.
Não almejo "as melhores coisas" eu almejo o que é melhor pra mim.
Tá ai, isso depende do valor que você dá pras coisas, se você olha um tenis antes de olhar a pupila do outro, se você demonstra interesse pelo blusão e não pelo que tem dentro do peito do outro... tem alguma coisa errada, MUITO ERRADA.
A pulsação de outro ser vivo tem um valor maior pra mim do que a pulseira de ouro que você carrega.
Não venha me falar que não entendo do que to falando, porque eu entendo, ninguém me mostrou isso, eu me identifiquei com isso, eu fui atras do que é pra mim. A minha essencia é essa.
Mariana
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