No Brasil, o movimento punk chegou em 1977 após o fim do Ato Inconstitucional número 5 (AI-5) e a sanção da anistia no final da década passada. A censura permanecia, mas já não era tão pesada. Ainda assim havia mais espaços para quem quisesse mostrar suas idéias.Era o que bastava para que pessoas com outras ideologias e contra a forma de governo de seu país montassem bandas no underground, tentando expor ao público as suas idéias contestadoras.mas no início se tratavam de jovens imitando as vestimentas e as atitudes de punks ingleses, mas não a música.Grupos como Sex Pistols e The Clash serviriam de inspiração para as primeiras bandas punks brasileiras que se formavam em São Paulo e Brasília no começo de 1978. Tudo ainda acontecia, porém, no underground, onde grupos como AI-5 e Lixomania, ou Restos de Nada, apresentavam-se para os iniciados. Em 1982, o público, finalmente, tomaria conhecimento da nova tendência. Primeiro com o lançamento do disco punk brasileiro: Grito Suburbano, que reuniria: Inocentes, Olho Seco e Cólera. Depois, com a realização do show “O Começo do Fim do Mundo”, o primeiro grande evento Punk realizado no Brasil. O acontecimento, que terminou em confronto com a polícia, teve ampla cobertura da imprensa. Em manifesto aberto ao público os punks disseram: "Nosso movimento surgiu numa época de crise e desemprego, com tal força que logo se espalhou pelo mundo, e cada um a sua realidade adotou esse tipo de protesto", dizia o folheto.
A partir de meados da década de 80, o movimento punk paulistano passou a viver seu momento de dispersão e retrocesso. Mas as idéias punks, a essa altura, já haviam germinado em outras cidades brasileiras.
Em 1986, com a cena praticamente calma, os Inocentes gravaram seu primeiro disco por uma grande gravadora, o Mini LP Pânico em SP. No ano seguinte, o Cólera se tornou a primeira banda punk brasileira a fazer shows no exterior, cumprindo uma extensa turnê por espaços alternativos na Europa. Enfim, em 1989, os Ratos de Porão foram contratados pela gravadora holandesa Roadrunner e gravaram em Berlim o LP Brasil, que foi lançado na versão brasileira (cantada em português) e internacional (em inglês).
Com algumas poucas bandas de mais renome conseguindo gravar discos (Ratos, a mais bem-sucedida no exterior, Inocente e Garotos Podres), o punk entrou enfraquecido na década de 90. Suas lições, porém, foram dar frutos em Brasília, onde uma banda chamada Raimundos, que misturava o hardcore dos Ratos ao baião do sanfoneiro Zenilton, despontou para o sucesso em 1994 com a música Puteiro em João Pessoa. Pouco mais tarde, em 1997, uma banda punk do Alto José do Pinho (favela de Recife), Devotos do Ódio, gravou seu primeiro disco, Agora Tá Valendo, por uma grande gravadora. Enquanto isso, a realidade dos pequenos e setorizados selos fonográficos (uma idéia difundida desde os primeiros dias do punk) mostrou sua viabilidade mercado no rock (em parcerias com as majors), fazendo com que os discos de bandas novas proliferassem ao longo dos anos 90.
Hoje a cena do punk no Brasil continua, mais com a influência do hard core e do punk rock internacional, mas há ainda punks com a intenção de mudar a sua atual situação brasileira.
A mídia brasileira explora cada vez mais o lado mais fraco dos punks, quando há noticias que alguém morreu após encontrar punks, todos têm o pensamento primitivo que todos os punks brasileiros são iguais, mas por trás desses falsos punks há os punks verdadeiros com uma ideologia e uma filosofia de vida.
Mariana
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