sábado, 13 de junho de 2009

História do punk

A data e o local do nascimento do Punk são discutíveis, seriam a cena de Nova York do final dos anos 60 início dos anos 70 ou os Punks ingleses de 1975-76, mas a formação legítima do movimento só se deu no final dos anos 70. Pensa-se que os nova-iorquinos inventaram o estilo musical, enquanto os ingleses popularizaram a atitude política e o visual. Os ingleses não tinham uma perspectiva de vida após a Revolução Industrial, era uma época pós-guerra e os jovens não conseguiam empregos e com isso foram expostos a influência do punk rock nova-iorquino, a ironia, o pessimismo e o estilo amador da música.Quando o movimento surgiu, seu lema era o “No future” (Sem futuro), cujo significado era que o mundo não teria futuro, assim como as futuras gerações, caso continuasse trilhando o caminho escolhido pelo sistema capitalista.

Ignorar as ligações óbvias entre o fenômeno punk e as desigualdades econômicas e sociais seria negar a validade das bases filosófica do movimento muito dos jovens sentiam sua situação social e usaram o meio punk para manifestar sua insatisfação.

Seria uma mentira, porém, dizer que esses punks originais tinham teorias sociais e políticas formadas.Eram punks, não ativistas sociais.
A primeira manifestação musical do punk, surge primeiro nos Estados Unidos com a banda The Ramones por volta de 1974 e é caracterizada por um revivalismo da cultura rock and roll e do estilo rocker/greaser (jaquetas de couro estilo motociclista, camiseta branca, calça jeans, tênis e o culto a juventude, diversão e rebeldia). Enquanto o rock and roll tradicional ainda criava estrelas do rock, que distanciavam o público do músico, o punk rock rompeu este distanciamento trazendo o princípio da música super e instigando naturalmente outros adolescentes a criarem suas próprias bandas. O punk rock chega à Inglaterra e influência uma série de jovens pouco menos de um ano depois.
Na Inglaterra o princípio de que "qualquer um pode montar uma banda" e o espírito renovador do punk rock se mesclaram a uma situação de tédio cultural e decadência social, desencadeando o punk propriamente dito. Extremamente empolgado pela apresentação dos Ramones, Mark Perry abandona seu emprego e produz o primeiro fanzine punk, o Sniffin' Glue ("cheirando cola"), com a intenção de promover esta nova agitação cultural. O fanzine foi o símbolo marco para o faça-você-mesmo punk, não tinha quase nenhum recurso financeiro e era marcado pelo estilo visual deliberadamente grosseiro e com senso de humor ácido. Os Sex Pistols, antes uma banda de punk-rock comum, se torna um projeto mais ambicioso com a tutela de Malcom McLaren e a inclusão de um vocalista inventivo e provocador, Johnny Rotten. Além de ridicularizar clássicos do rock and roll, as músicas da banda costumavam demonstrar um profundo pessimismo e niilismo, agredindo diretamente diversos elementos da cultura vigente, sempre em tom sarcástico e agressivo. Logo chamam a atenção de entusiastas que começam a acompanhar os shows produzindo eles próprios de forma caseira estilos de roupas e acessórios, em geral rearranjos de roupas tradicionais como ternos camisas e vestidos, com itens sadomasoquistas, pregos, pinos, rasgos e retalhos. Essas características interesse pelo grosseiro e o ofensivo, valorização do faça-você-mesmo, reutilização de roupas e símbolos de conhecimento geral em um novo contexto bizarro, crítica social, desprezo pelas ideologias, sejam políticas ou morais, e pessimismo somado ao estilo empolgante e direto do punk-rock definiram a primeira encarnação do que hoje entendemos como cultura punk.Com a popularização do punk rock, a partir do Sex Pistols e The Clash bandas cujo valor para a expansão do punk rock é inquestionável, embora não tivessem verdadeiramente um espírito de transformação, o movimento que dava seus primeiros passos, começou a se dividir.
A partir de 1977 esta postura punk se tornou um fenômeno impactante na maior parte do mundo e pouco a pouco foi se transformando e ramificando em sub-gêneros. Surge o Street Punk (mais tarde Oi! Punk) , com bandas como o Sham 69 (ligada também ao movimento skinhead tradicional, não fascista), e o punk começa a ter suas bases corroídas.
Muitos jovens começam a se entregar ao niilismo, corrompendo o lema “No future” e caindo numa contradição, pois estavam ligados a um movimento que prega a mudança, mas agiam com apatia.
Só nos anos 80 é que o punk dá sua reviravolta com o surgimento de bandas que gritavam ao mundo: “Punk is not Dead!” (O punk não morreu!). Tendo como exemplo a banda The Exploited (também ligada ao movimento skinheads •Muitos, ainda hoje, vivem como niilistas, em meio a uma autodestruição. Porém existem aqueles, ligados a ideologia anarquista ou não, que usam a ação direta como forma de ação. •Na música o punk rock se fragmentou em vários estilos, alguns comerciais e outros não comerciais, estes ligados mais ao underground e a cena punk. Essa comercialização do punk fez surgir o Hardcore, um som ainda rústico, porém muito mais rápido e pesado. •Existem vários tipos de punk, que podem ser por diversão (pseudopunks, mais ligados à música EMO e ao Pop Punk), os tradicionalistas (ainda ligados à ideologia punk de mudança, mas sem influencia de ideologias políticas), Straight Edge’s ( punks que acreditam que usar drogas lícitas ou ilícitas é uma forma de ser controlado pelo sistema. Estes são facilmente confundidos com os Hardline. Outro movimento que também se utiliza à sonoridade punk rock, mas que são considerados Fascistas na maioria dos punks, pois são muito radicais e procedem de forma autoritária) e, até mesmo parte do movimento Skinhead aderiu ao punk (SHARP e RASH, skinhead que tem ideologias antidiscriminação ou Anarco-Comunista), trazendo consigo, os nazi-fascistas (boneheads).



Mariana

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